A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO

Posted by Rafael Aguiar



INTRODUÇÃO

   "Os propósitos principais do Templo dos judeus foram delineados nas planícies de Moabe em 1405 a.C. Embora não haja uma referência direta ao Templo, e sim ao local onde Yahweh escolheria entre as tribos 'para ali pôr o seu nome' (Dt.12.4; 11,14), a narrativa de Deuteronômio e decisiva para a compreensão da importância de um santuário central. O Templo serviria para: O Senhor habitar entre o povo (v.4); Israel oferecer o seu culto (v.11); servir de unidade nacional (vv.10, 14) e livrar Israel da idolatria (vv. 1-3, 30).

      Por fim, o Templo foi construído em Jerusalém, na antiga eira de Araúna, no monte Moriá (2Cr.3.1),  em torno de 966 a.C. Após a construção do Santuário, os preceitos básicos foram transgredidos: idolatria, transferência da unidade nacional baseada no Templo para a monarquia e, por conseguinte, a glória do Senhor ausentou-se do Santuário. Sucessivas reformas procuraram restaurar o Templo: de Asa (1Rs. 14.9s); Josias (2Rs. 22), mas estas estavam condicionadas à fidelidade do rei. O Templo é destruído e reconstruído (2Cr. 36.19,23), profanado por Etíoco Epifânio (168 a.C.), reconsagrado por Judas, o Macabeu (165 a.C.), reformado por Herodes (20-19 a.C.), destruído pelo general Tito em 70 d.C. e, por fim, ansiado pelos judeus." 


     A profecia concernente à reconstrução do Templo, em Jerusalém, é um dos mais eloquentes alertas quanto ao iminente retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de não sabermos se o Templo será reerguido antes, ou depois, do arrebatamento da Igreja, de uma coisa temos certeza: esta profecia está prestes a se cumprir.


     Os achados arqueológicos, contudo, estão a levantar algumas interrogações. Onde ficava exatamente o templo? Se a mesquita de Omar ocupa, de fato, a área do antigo templo, este projeto será possível? A única coisa que sabemos é que as profecias sobre a reconstrução do Santo Templo hão de se cumprir fielmente, como fielmente cumpriram-se as profecias a respeito da restauração nacional de Israel em 14 de maio de 1948.


I. O QUE É O SANTO TEMPLO?


     O Santo Templo construído por Salomão não pode ser visto apenas como um assombro arquitetônico; é a concretização de um ideal que, tendo início com os patriarcas, fez-se realidade com o suntuoso edifício que o filho de Davi ergueu em Jerusalém (Gn.28.10-17; 1Rs. 5-8).


1. Definição. O Santo Templo, por conseguinte, é o santuário por excelência do povo israelita, onde não somente este, como também os gentios, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro em espírito e em verdade (Mc.11.17).


2. Conceito teológico. Edificado em Jerusalém, possuía o Santo Templo uma função teologicamente missionária: atrair os gentios ao Deus de Abraão (2Cr. 6.32,33; Mt. 12.42), fazendo com que estes, juntamente com os judeus, viesse a constituir-se num só povo em Cristo Jesus.


     Infelizmente, o Santo Templo foi transformado, por reis infiéis e apóstatas, num centro ecumênico, onde cada povo tinha ali um altar para o seu deus (1Rs. 11. 1-13). Dessa forma, Israel perdeu a sua maior oportunidade de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra.


II. O TEMPLO DE SALOMÃO


     A construção do Santo Templo teve início por volta do ano 966 a.C. O autor sagrado dedica a este empreendimento três capítulos do 1º Livro dos Reis. Terminada a obra, que consumira os sete primeiros anos do glorioso reinado de Salomão, e que mobilizou todo o Israel e os países vizinhos, assim testemunha o cronista com respeito à glória do Senhor que sobreveio àquele santuário:


1. A glória do Senhor enche o templo. 'A casa se encheu de uma nuvem, a saber, a Casa do Senhor; e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus' (2Cr.5.13-14).


2. A glória do Senhor deixa o tempo. Salomão, que tão bem começara o seu reinado, desvia-se do Senhor para seguir os deuses de suas muitas mulheres gentias (1Rs. 11.1-13). E, assim, induz Israel à apostasia. Em consequência, o Senhor decide destruir Jerusalém e, com esta, o Santo Templo (Jr.7. 1-16). Antes, porém, que viessem os exércitos babilônicos, retira Ele a sua glória do lugar santíssimo (Ez. 11.23). Como havia predito os profetas, a casa de Deus é posta em desolação por 70 anos (Dn. 9.2). 


III. A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO


1. O templo de Zorobabel. Terminados os 70 anos de exílio, suscita o Senhor o espírito de Zorobabel, a fim de que reconstrua o Santo Templo (Ed. 3.1-13). Passados quase cinco séculos, eis que Herodes põem-se a reformá-lo, objetivando transformá-lo numa das mais notáveis edificações do Império Romano. Neste empreendimento, o perverso monarca compromete quarenta e seis anos de seu governo (Jo. 2.20). A construção era sobremodo majestosa, servindo inclusive de introdução ao Sermão Profético de Nosso Senhor (Mc.13.1).


     No ano 70, os exércitos romanos, sob o comando de Tito, destroem completamente o Santo Templo, conforme antecipar o Senhor Jesus (Mt. 24.2). Desde então, os judeus, privados de seu santuário, não mais puderam oferecer a Deus os sacrifícios prescritos no Antigo Testamento. Mas, com muito anelo, aguardam a reconstrução do Santo Templo em Jerusalém.


2. O templo da 70ª Semana. Eis as profecias que fazem referência à reconstrução do templo da 70ª Semana:


a) Daniel (Dn. 9.27);
b) Jesus (Mt. 24.15);
c) Paulo (2Ts. 2. 3-9). 


3. O templo do Milênio. Este templo, por suas características descritas por Ezequiel, difere do templo da 70ª Semana, pois será edificado sobre um monte localizado na parte central do território sagrado dos sacerdotes (Ez. 40.2). Os seus átrios serão murados para se evitar a sua profanação (Ez. 48. 8-22). Neste templo, a glória de Deus haverá de manifesta-se a Israel e ao mundo. E sobre ambos os povos estará governando o Cristo de Deus como o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.


CONCLUSÃO


     Apesar da importância profética do Santo Templo, nós, que recebemos a Cristo Jesus como o nosso Salvador e Redentor, devemos ter sempre em mente as palavras de Cristo àquela samaritana que se achava mui preocupada com o verdadeiro lugar de adoração: 'Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade' (Jo. 4.23-24).


     A reconstrução do Santo Templo, entretanto, deve ser encarada como um dos mais fortes sinais da volta de Cristo Jesus. Não sabemos quando se dará este fato: antes ou depois do arrebatamento? O que realmente sabemos é que Cristo em breve virá buscar a sua Igreja.


     Querido Jesus, os sinais tornam-se cada vez mais fortes e  extraordinários. Não permitas que os teus filhos adormeçam na incredulidade. Ajuda-nos a ser mais precavido. Em teu nome. Amém! (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Lições Bíblicas - Jovens e Adultos (Mestre): Vem o Fim, o Fim Vem - A dourina das últimas coisas. CPAD, 4º trimestre de 2004, p.32-36).


SAIBA +


     "O Templo que será erguido e que certamente será profanado pelo Anticristo tem sido bastante discutido pelos judeus de todo o mundo. Quando Israel conquistou a parte velha da cidade de Jerusalém com as ruínas do Templo, em 1967, o velho historiador judeu Israel Eldade, segundo citação da 'Revista Time', teria dito: 'Agora estamos no mesmo ponto em que Davi estava, quando libertou Jerusalém das mãos dos Jebuseus'. E acrescentou: 'Daquele dia até o momento em que Salomão construiu o Templo passou-se apenas uma geração. Assim também acontecerá conosco'.
     Recentemente declarou um rabino judeu: 'Estamos prestes a ver o grande Templo reconstruído', isto é, o Templo da Grande Tribulação. E, sendo indagado por um jornal bastante badalado: 'Quem o reconstruirá: os judeus ou o Anticristo?' Ele respondeu: O Templo é chamado de '...o Templo de Deus' (Dn. 8.11,14; Mt. 24.15; 2Ts. 2.4; Ap. 11.1) e, evidentemente só os judeus (ou através deles) serão autorizados por Deus para sua construção'.
     [...] É sabido hoje que já há projeto em Israel para a construção do Novo Templo. Os judeus políticos dizem: A construção do Templo será um ato político de primeira categoria, pois somente assim a anexação de Jerusalém se tornará uma realidade política. Além disso, também motivos religiosos forçam a construção do Templo". (SILVA, Severino Pedro da. Escatologia: doutrina das últimas coisas. 12. ed., RJ: CPAD, 2000, p. 79-80).
     

ARREBATAMENTO DA IGREJA

Posted by Rafael Aguiar


   "O Arrebatamento da Igreja é comumente chamado de 'a vinda ou a volta do Senhor'. No entanto, é necessário distinguirmos os eventos e os tempos proféticos que se relacionam a essa expressão. Nos estudos proféticos que se relacionam a essa expressão. Nos estudos proféticos, a vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos religiosos de povos (1 Co 10.32). Para a 'Igreja', o Senhor virá nos ares, invisível, quando ocorrerá a ressurreição dos mortos em Cristo e a transformação de nossos corpos mortais em gloriosos. Para Israel, virá à Terra de forma visível, ocasião em que acontecerá a conversão nacional dos judeus e a destrução de seus inimigos. Para as Nações, também virá à Terra, de forma visível, quando os sistemas políticos serão julgados e governados por Cristo. Em suma, para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz. O Arrebatamento da Igreja, que corresponde a primeira fase da volta do Senhor, será repentino. A segunda fase só se dará sete anos depois da primeira, época em que Jesus virá para libertar Israel  e julgar as nações.


I. A VOLTA DO SENHOR JESUS


   Houve um tempo em que a palavra arrebatamento era praticamente ignorada fora dos círculos teológicos. A expressão mais usual era a volta de Cristo. Os mais eruditos preferiam o vocábulo advento. Também não se fazia muita questão de se detalhar os acontecimentos que se seguirão ao rapto dos santos. De modo geral, acreditava-se que, tão logo o Senhor Jesus levasse os salvos para o céu, seria deflagrado o Juízo Final com a sumária punição dos ímpios. Com o incremento dos estudos bíblicos, o vocábulo arrebatamento fez-se rapidamente conhecido. Hoje, é um dos termos bíblicos mais conhecidos no meio do povo evangélico.


1. Sentido literal.


   A palavra 'arrebatamento', no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego  harpazõ, e siginifica ritirar algo com rapidez e de forma inesperada. Quando o Novo Testamento foi traduzido para o latim, optou-se pelo vocábulo raptus, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, arrancar, tomar das mãos alguma coisa de forma violenta.


2. Definição bíblico-teológica.


   O arrebatamento, por conseguinte, é a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestiais, onde unir-se-á, eterna e plenamente, com o Senhor Jesus. A essa doutrina, dedica o Novo Testamento, além de outras passagens, dois capítulos especiais: 1 Co. 15 e 1 Ts. 4.

   Nesta passagem, escreve Paulo a transladação sobrenatural dos santos; naquela, mostra como nossos corpos serão transformados, instantaneamente, pelo poder do Espírito Santo. E evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultânea, diversos fatos que ultrapassam todos os precedentes históricos, científicos e lógicos do conhecimento humano.


II. QUANDO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA


   Muitos são os que, interpretando extravagantemente alguns textos isolados das Escrituras Sagradas, ousaram marcar a volta de Cristo.

 Hoje, servem-nos eles de advertência: não devemos especular com as coisas que Deus, em sua inquestionável soberania, reservou apenas para si  (Mt. 24.36; At. 1.7; Dt. 29.29).


1. O tempo do arrebatamento.

   'Não podemos saber o dia e a hora em que ocorrerá o arrebatamento da igreja, mas podemos conhecer a sua época.

Quando Jesus disse: 'Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro' (Mt.25.6), Ele estava se referindo ao final do dia da graça, que ocorre à meia-noite.
   Essa meia-noite pode significar também a noite do materialismo, da apostasia e da era nuclear, quando o poderio acumulado é capaz de destruir toda a humanidade 27 vezes.
   [...] Muita gente acha que todos os sinais preditos para a volta de Jesus devem ocorrer primeiro, mas em relação à nossa redenção no rapto, as palavras de Jesus são muito claras: 'Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima' (Lc. 21.28).
   Todo o contexto do sermão profético mostra que haveriam de ocorrer grandes sinais, terremotos, fomes e pestes em diversos lugares. Lucas 21.11 diz: 'Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu'. Entre esses sinais dos tempos, poderíamos mencionar o homem na lua, os transplantes de órgãos humanos, objetos voadores não identificados (OVNIs), a pregação do Evangelho em todo o mundo, a Bíblia traduzida em mais de 2.300 dialetos' (ALMEIDA, Abraão de. Manual da profecia bíblica. Rj: CPAD, 1999, p. 115-6).

   A Bíblia é clara e não admite especulações: o arrebatamento dar-se-á a qualquer instante. Jesus Cristo virá como o ladrão na noite (1Ts 5.4; 2Pe. 3.10). Vigiemos, pois, para que este dia não nos surpreenda. Uma das bem-aventuranças do Apocalipse é endereçada, justamente, àqueles que se acham vigilantes: 'Eis que venho como o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas' (Ap. 16.15).
   Por conseguinte, virá o Senhor Jesus inesperadamene, e surpreenderá a muitos que, ao invés de estarem vigiando, encontrar-se-ão embriagados com os cuidados e prazeres deste mundo. Você está esperando a Cristo? Encontra-se vigilante? Cuidado, para não ficar envergonhado naquele grande e glorioso dia.

2. Prenúncios do arrebatamento.

   A maioria dos sinais e das profecias que nos deixou o Senhor Jesus, prenunciando seu glorioso retorno, já está cumprida.
   Ficaremos indiferentes às guerras e aos rumores de guerra? E as fomes? E as pestes? E os tremores de terra? E as convulsões sociais? Permaneceremos impacíveis diante da imoralidade que se vai propagrando em escala sempre crescente? E a apostasia que atenta contra a pureza doutrinária da Igreja de Cristo?

III. COMO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA

   De acordo com a Primeira Epístolo de Paulo aos Tessalonicenses, o arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-á da seguinte forma:

1. Ressoada a trombeta de Deus, descerá o Senhor Jesus dos céus com alarido e voz do arcanjo (1Ts 4.16).
2. Em seguida, os que morreram em Cristo ressuscitarão, sendo de imediato, trasladados (1Ts. 4.16).
3. Ato contínuo, os que estivermos vivos seremos transformados, arrebatados e levados todos ao encontro do Senhor (1Ts 4.17).

   A glorificação dos santos, quer vivos quer mortos, ocorrerá num abrir e fechar de olhos (1Co. 15.52). A palavra grega que o doutor dos gentios usa para descrever este instante é mui expressiva: atomõ. Trata-se de uma fração de tempo tão ínfima que não comporta nenhuma divisão. Buscando exemplificar essa fração de tempo, o apóstolo traz à tona uma imagem comum a todos nós: o abrir e fechar de olhos; um instante pequeno demais para ser mensurado pelos instrumentos humanos. temos aqui um ato, não um processo; um milagre, não uma operação natural. É algo que desafia as leis da física e das demais ciências." (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Lições Bíblicas - Jovens e Adultos (Mestre): Vem o Fim, o Fim Vem - A dourina das últimas coisas. CPAD, 4º trimestre de 2004, p.26-29).


  

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

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   No livro do profeta Daniel, o anjo Gabriel, enviado por Deus, declara ao profeta: 

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos” (Dn. 9.24).


Explicação -  cada dia representa um ano, são semanas de anos:

• Uma semana tem 7 dias, logo, a semana profética tem 7 anos;

• O anjo declarou que estavam determinadas 70 semanas, então, podemos fazer o seguinte cálculo: 70 x 7 = 490 dias;

• Como cada dia representa um ano, logo, podemos entender que a profecia abrange um período de 490 anos;

   A declaração profética continua:

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” (Dn. 9.25).


Explicação - O anjo Gabriel fala ao profeta que primeiramente se cumpririam 7 semanas e posteriormente 62 semanas teriam seu cumprimento. Mas quando somamos essas semanas, o resultado não dá 70 semanas, veja: 7 + 62 = 69. Falta ainda 1 semana para completar as setenta semanas determinadas por Deus. Então, podemos estudar as setenta semanas proféticas de Daniel, dividindo-as em três partes:

Primeira parte: 7 semanas (7 x 7 = 49 anos);

Segunda parte: 62 semanas (62 x 7 = 434 anos);

Terceira parte: 1 semana (7 anos)

   Agora preste atenção na explicação para estes três grupos de semanas proféticas:
   As duas primeiras partes (7 e 62) tiveram seu cumprimento, segundo Dn. 9.25, entre a edificação de Jerusalém depois do cativeiro em Babilônia e a vinda do Messias, Jesus Cristo. Entre esses dois grandes fatos históricos e proféticos, cumpriram-se 69 semanas. Mas ainda falta 1 semana para se cumprir e completar as 70 semanas.

• Primeira parte: 7 semanas (7 x 7 = 49 anos) – Em 14 de março do ano 445 a.C. (Ne. 2.4-9), dá-se início ao cumprimento destas 7 semanas, pois nessa data, sai a ordem para restaurar e edificar Jerusalém, terminando exatamente 49 anos depois (Ne. 6.15);

• Segunda parte: 62 semanas (62 x 7 = 434 anos) – Desde a restauração de Jerusalém, a Cidade Santa, até a Entrada Triunfal de Jesus, o Príncipe de Dn. 9. 25, em Jerusalém (Mt. 21. 1-10), passaram-se exatamente 483 anos, ou seja, 69 semanas;

• Terceira parte: 1 semana (7 anos) – Leia o que diz o anjo Gabriel sobre esta última semana profética:

   “E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. Ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn. 9.26-27).

   Esta última semana trata-se do período da Grande Tribulação, conforme as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo em Mt. 24. 15-21.

   A contagem das semanas parou em 69 semanas, desde que o Messias foi tirado (Dn. 9.26), isto é, desde que o Senhor Jesus foi crucificado e retornou ao Céu. Este intervalo entre 69ª semana e a 70ª é o tempo conhecido como “tempo dos gentios”(Lc. 21.24) ou “Dispensação da Graça (ou da Igreja)”, período em que vivemos. A última semana profética terá seu início, portanto, com o fim da Dispensação da Graça, ou seja, com o Arrebatamento da Igreja.


OS SINAIS DA VOLTA DE JESUS CRISTO

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I. OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO REFERENTES A ISRAEL:

1. O renascimento de Israel como nação soberana;
• Em 14 de maio de 1948, David Bem Gurion, leu a declaração de independência de Israel, cumprindo assim a profecia de Isaías 66.8 (outros textos: Mt.24.32; Ez. 36-37).

2. A retomada de Jerusalém como a capital de Israel;

• Em junho de 1967, o exército de Israel derrota as nações árabes na Guerra dos Seis Dias e reconquista Jerusalém, que vinha sendo pisoteada pelos gentios desde que fora destruída por Nabucodonosor em 586 a.C. Cumpriu-se a profecia do nosso Senhor Jesus Cristo (Lc. 21.24).

3. A reconstrução do Santo Templo.

• Em 29 de agosto do ano 70 d.C., os exércitos romanos, sob o comando de Tito, destroem completamente o Santo Templo, cumprindo-se a profecia de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt. 24.2).Este Santo Templo será novamente reconstruído em breve na Cidade Santa, antes ou depois do Arrebatamento – Dn. 9.27; Mt. 24.15; 2Ts. 2.1-4 (outras referências: Ez. 40.2; 48. 8-22).

II. OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO REFERENTES AO MUNDO:

1. Proliferação de falsos profetas e doutores – Mt. 24.4-5;

2. Guerras e conturbações internacionais – Mt. 24.6-7;

3. Sinais no céu, na terra e no mar – Lc. 21.11,25-26;

4. Recrudescimento da perseguição contra os discípulos de Cristo – Mt. 24.9;

5. Aumento dos escândalos na Igreja de Cristo – Mt. 24.10-11; 13.30,40-43;

6. Multiplicação da iniqüidade – Mt. 24.12-13;

7. Fomes, pestes e terremotos – Mt. 24.7;

8. A propagação universal do Evangelho de Cristo – Mt. 24.14.

AS DISPENSAÇÕES E AS ALIANÇAS

Posted by Rafael Aguiar



   Etimologicamente, a palavra dispensação vem do grego “oikonimia”, que significa economia, isto é, boa ordem na administração da despesa de uma casa.
   Segundo o Dr. Scofield, “dispensação é, no campo da revelação, um período de tempo em que o homem é provado quanto a sua obediência a uma determinada revelação da vontade da parte de Deus. O homem nesse tempo será abençoado ou castigado de acordo com sua escolha e posição, com relação à revelação divina”.


São sete as dispensações de Deus para a humanidade:


• 1ª Dispensação: da INOSCÊNCIA – Gn. 2.15-25;

• 2ª Dispensação: da CONSCIÊNCIA – Gn. 3.7, 23;

• 3ª Dispensação: do GOVERNO HUMANO – Gn. 8.20;

• 4ª Dispensação: da PROMESSA (ou do GOVERNO PATRIARCAL) – Gn.12.1;

• 5ª Dispensação: da LEI – Gn.19.9;

• 6ª Dispensação: da GRAÇA (ou da IGREJA) – Jo. 1.17;

• 7ª Dispensação: do REINO (ou MILENIAL) – Ef. 1.10.


AS ALIANÇAS


   Segundo o pr. Rayfran Batista da Silva, em seu livro de Escatologia do Curso de Teologia Básica IBPE, pág. 7, “Aliança é um pacto, um trato, um concerto, como exemplo a aliança entre o rei Abimeleque e Abraão (Gn. 21. 27)”. A Bíblia nos revela oito grandes Alianças de Deus com o seu povo:

• 1ª Aliança: Edênica – Gn. 1. 28-30; 2. 16-17;


• 2ª Aliança: Adâmica – Gn. 3. 14-17;


• 3ª Aliança: Noéica – Gn. 8. 20 – 9. 27;


• 4ª Aliança: Abraâmica – Gn. 12. 1-3; 13. 14-17; 15. 1-18;


• 5ª Aliança: Mosáica – Êx. 20. 1 – 31. 18;


• 6ª Aliança: Palestiniana – Gn. 13.15; 15.18; 17.8; Dt. 28 – 30;


• 7ª Aliança: Davídica – 2Sm. 7.15-19;


• 8ª Aliança: A Nova Aliança (Jesus Cristo) – Lc. 22. 20.

ESCATOLOGIA BÍBLICA

Posted by Rafael Aguiar


   Todo verdadeiro cristão deve interessar-se por toda a Palavra de Deus, procurar com esmero conhecer todas as santas doutrinas das Escrituras Sagradas, pois, assim diz o profeta Oséias:

“Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor...” (Os. 6.3).

 O próprio Senhor Jesus Cristo também recomenda em Sua Palavra:

 “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo. 5.39).

   Estudar a Bíblia Sagrada é desvendar o relacionamento de Deus com o seu povo no passado, presente e futuro. Neste pequeno estudo, procuraremos, com a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, estudar, ainda que de forma panorâmica, uma das mais importantes doutrinas bíblicas da Teologia Sistemática – Escatologia: A Doutrina das Últimas Coisas.


I. O QUE É  ESCATOLOGIA?


   O termo escatologia vem de duas palavras gregas: éschatos (que significa último ou últimas coisas) e logia (que significa estudo, tratado). Portanto, escatologia é a doutrina bíblica que estuda as últimas coisas, ou seja, que estuda as verdades da Bíblia Sagrada referentes aos derradeiros dias da história humana.

II. Por que estudar Escatologia?


1. Porque revela o que está prestes a acontecer com a Igreja, com Israel, com a humanidade sem Deus, com Satanás e seus demônios etc. – Ap. 22.6;


2. Porque prepara o crente para encontrar-se com Deus – 1 Jo. 3.3;


3. Porque tranqüiliza o povo de Deus quanto aos últimos acontecimentos – Jo. 14.1,2;


4. Porque alerta a Igreja que o Noivo está chegando – Ap. 22.17,20.


III. Como está divido o estudo da Escatologia?


   Os estudiosos da Bíblia dividem a Escatologia na seguinte sequência de fatos:


1. O Arrebatamento da Igreja – 1 Ts. 4.13-17;


2. A Reconstrução do Santo Templo – 2 Ts. 2. 3-9


3. O Tribunal de Cristo – 2Co. 5. 10;


4. As Bodas do Cordeiro – Lc. 22. 16, 27-30;


5. A Manifestação do Anticristo – 2 Ts. 2. 1-12;


6. A Grande Tribulação – Mt. 24. 15-28;


7. O Reino Milenial de Cristo – Ap. 20. 1-6;


8. O Julgamento Final – Ap. 20. 11-15;


9. O Estado Eterno – Ap. 21. 1-27;

   Para uma melhor compreensão desta tão importante doutrina bíblica, faz-se necessário antes entender o que significa biblicamente Dispensação e quais são elas, assim como definir as Alianças de Deus com o seu povo, reconhecer os Sinais da Volta de Cristo e entender o significado das Setenta Semanas de Daniel.